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Profundhi: Davzera em profundidade

  • Foto do escritor: Pivete
    Pivete
  • 17 de mar.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 18 de mar.


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Falar de Davzera e de sua obra musical é sempre um desafio.


Sua sonoridade é um oceano profundo, carregado de sentimento e reflexão.


Sucinto, sem redundâncias ou proselitismo, ele condensa camadas de significado em faixas curtas, transmitindo ideias como quem solta uma brisa, uma onda, um fluxo de consciência.


Referências, lirismo, flow e beat: tudo trabalha a favor da comunicação singular que ele estabelece com seu público.



Essa resenha vai ser rápida, porque não me proponho a dissecar faixas ou letras.

A experiência de ouvir Davzera é muito particular, tanto para ele quanto para quem se permite mergulhar no seu universo.


Sou suspeito para falar, pois acompanho seu trabalho faz tempo e muitas de suas músicas se tornaram trilha sonora de momentos marcantes da minha vida.


Elas são memórias em looping, sempre presentes na minha caminhada por essa terra.



Ainda assim, fui pego de surpresa pelo lançamento de PROFUNDHI (2024).


O álbum saiu no ano passado e traz 15 faixas meticulosamente construídas, refletindo um olhar mais introspectivo do artista.


Pelo que absorvi, é um trabalho de imersão no "eu" e nos atravessamentos do cotidiano.

Como o próprio Davizera descreve, é uma experiência feita com muito amor, um retorno ao coração dos ouvintes.



O projeto é também uma colaboração intensa, com a contribuição essencial de beatmakers e artistas que somaram ao disco, como Apollo____808 (responsável pela mixagem e masterização), Tricenapoli, Pedrvso, Lvksound, Pg4oo, Jucerockoficial, Sergioestranho e Darioinerente, além das boas energias que fortaleceram a criação do álbum.


Destaque também para a artista @mandada__, que assinou a capa com uma estética impecável.


Baiano, dono de uma discografia consistente, Davzera é um dos grandes cronistas do rap nacional.

Seu storytelling foge da linearidade, sua forma de brincar com palavras e flows imprime uma estética própria.


Desde Vale do Silício (2019) — lar de faixas essenciais como "Nagual" e "Tropiqal" (com Victor Xamã) — até o projeto Beirando o Teto, que foi minha porta de entrada para sua sonoridade alternativa, ele constrói um repertório que destoa do convencional.



Em PROFUNDHI, uma faixa de apenas 1 minuto e 42 segundos me fez parar para refletir. Corredor do Ritmo me encontrou nas aleatoriedades do Spotify e, quando tocou, eu parei. O título chamou atenção, o som já era reconhecível.


Como em todo o álbum, a faixa se apresenta como conversa, desabafo ou simples observação, sem obviedades nem pretensão de mastigar conceitos.


Davzeira nos entrega suas ideias com aquela complexidade acessível: nada fácil demais, nada inalcançável.


Não vou me estender. Ouça PROFUNDHI (2024), mas não pare por aí.


Volte para Cozinha Marginal (2022), Low Carb (2020), Nauzeainc, Vol. 0 (2019) e, claro, meu favorito Vale do Silício (2019).


Um debut potente, que já carregava a energia lá de Beirando o Teto.

Não sei muito sobre a história pessoal de Davzeira, mas sua música me dá um vislumbre imagético de sua trajetória.


Sua caminhada se revela na forma como ele molda palavras e constrói melodias que traduzem marginalidade e inventividade.



Seus sons expressam reflexões que não são fáceis, nem simples: estão lá as contradições, as revoltas, as angústias, os amores e as crônicas de Salcity.


E pra quem já está na sintonia, vale ficar de olho nas novidades: em breve, a coleção Profundhi de camisetas será lançada pela @nauzeainc, expandindo essa experiência para além do som.


Que Davzeira nunca pare de compartilhar suas reflexões com a gente.


Que continue Profundhi.



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