Do chão da mata ao batuque da avenida, Malunguinho volta como chave que abre cativeiro. O texto cruza samba, terreiro e teoria pra denunciar o projeto colonial que tenta docilizar corpos e apagar saberes. Entre Exu, Jurema e quilombos modernos, o corpo vira terreiro de resistência. Encantar é política: lembrar os ancestrais, fechar o corpo e seguir na ginga, driblando o desencanto que insiste em chamar de normal a violência contra a vida preta e periférica no Brasil.