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  • Foto do escritor: Pivete
    Pivete
  • 10 de jan. de 2023
  • 1 min de leitura

Atualizado: 17 de jan. de 2023

Mesmo com meus quase dois metros

Mesmo com minhas vestimentas mais tradicionais

As senhoras brancas de Niterói

Me tratam como se eu fosse um Pivete


Decidi assumir a “Pivetagem” como personalidade

Não fujo mais de rótulos e estigmas tal Becker

Abracei o desvio

Saio nos altos

Transpiro periferia

Grito com o mundo

E quem me responde é o surto


Preto, pobre e marginal

Vocês não vão ver meu rosto no jornal policial

Sem sensacionalismo barato

Um rompimento de ciclo

Essas mãos não foram feitas para te servir.



Iago Menezes[1]



[1] Mestrando em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia na Universidade Federal Fluminense (PPGA-UFF), Bacharelando em Segurança Pública pela UFF e Licenciado em Ciências Sociais pela UFF. Contato: iagomenezes@id.uff.br.

 
 
 

Ouvir é dar um abraço...

É dar lugar ao afago, que,

Embora imaterial, é terno.

O tempo não existe: a matéria é que escorre

contra as fendas apertadas do limite...

E se transforma em outra coisa, em outros seres,

Em outros nadas... na democracia da existência...


Logo, se nada fica, se nada para,

Então, por que não recolher a diversidade?

Antecipar-se à vida e à surpresa do instante... uma

Imagem plural, imprevisível, abertura à invenção

Que não reproduz as imagens gastas das fotografias

Simboliza o que corre, o que furta-cor, o que

Cria, o que desabrocha, o que se desdobra...

Numa impossível estátua da metamorfose...

Lacuna... vazio... desejo...

Linguagem de um menino

Que a cada amanhecer, a cada sentir

Do vento sobre o arrepio gelado da pele,

A inauguração de um outro

Aroma de flor e de mundo no horizonte...

Alfabeto novo... nova gramática para

A vivência... que nos ultrapassa…


Marcelo Rocha[1]

[1] Possui graduação em Português - Inglês (Licenciatura Plena) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1999), mestrado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003) e doutorado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2012). Contato: marcelonrocha1974@gmail.com.

 
 
 
  • Foto do escritor: F. Moura
    F. Moura
  • 10 de jan. de 2023
  • 1 min de leitura

A pô-esia É pica é Anti Capital Ista "My name is Lukács I live on the second floor" f.moura[1]

[1]“Eu sou eu / Nicuri é o Diabo”. Raul Seixas In: Letra de Eu sou eu, nicuri é o diabo © Warner / Chappell Edições Musicais Ltda. Contato: geomoura@gmail.com.

 
 
 
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