top of page
  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube

ree

Não podemos achar normal viver em um mundo onde crianças passam fome, jovens perdem suas vidas no crime ou no subemprego, e balas perdidas encontram corpos infantis diariamente.


Em 2024, segundo o Instituto Fogo Cruzado, 25 crianças e adolescentes foram mortos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Em Duque de Caxias, quatro dessas crianças tinham idades entre 6 e 11 anos, e duas foram atingidas por balas perdidas.


Enquanto isso, em Gaza, a revista The Lancet relata que as mortes diretas e indiretas podem chegar a 186 mil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 97 mil palestinos ficaram feridos, com 25% desses casos envolvendo lesões permanentes, incluindo 3,5 mil amputações.


ree

Vivemos no epicentro da violência e da desigualdade. “Esse é o primeiro genocídio televisionado da história em que as pessoas comuns têm ele todo dia em suas telas de celular. Elas precisam decidir: ‘estou a favor’ ou ‘estou contra’. Esse genocídio é épico, com a maior matança de crianças por milhão de habitantes na história moderna.”


Precisamos de um Papai Noel revolucionário, que dê aos pobres e não aos ricos. Num mundo à beira da ebulição global, com consumismo desenfreado e escolas sucateadas, que futuro estamos construindo para essas crianças?



Papai Noel é mó otário


Nunca deu presente para preto favelado. Talvez, como bom símbolo capitalista, ele despreze os pobres. Sei que em algumas comunidades a cor vermelha não seria bem-vinda, mas ele podia ao menos se esforçar para alegrar quem realmente precisa de um alívio nesta vida maldita.


Enquanto crianças brancas desfilam em shoppings decorados, as nossas estão vendendo balas ou roubando bolsas, caçando uma migalha de dignidade, e sendo espancadas por justiceiros em Copacabana. Nossas crianças são desumanizadas, adultizadas e punidas pela pobreza. São chamadas de criminosas enquanto o sistema que as violenta segue intacto.


Em 2024, 51 crianças e adolescentes foram atingidos por disparos de arma de fogo, 24 morreram, muitas por balas perdidas. Em São João de Meriti, uma criança foi alvejada com três tiros no pescoço enquanto outra foi ferida de raspão no mesmo dia. Essas crianças não são vistas como tal; para alguns, são apenas alvos.



ree

Ser criança: privilégio de poucos


No Brasil, ser criança é um privilégio. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 34 anos, mas as nossas crianças seguem expostas à fome, ao trabalho infantil e à violência. Em 2024, estima-se que cerca de 70 mil crianças vivam em situação de rua no Brasil. Muitas delas são negras, periféricas e pobres.


ree

Essas crianças são humilhadas, agredidas e desumanizadas. Quando se revoltam, são cobradas. Quando pedem, são ignoradas. Será que, para Papai Noel, só crianças brancas e ricas merecem presentes?


Um pedido ao Papai Noel


Não é preciso descer na favela ou acender as luzes do trenó. Só peço que nossas crianças sejam protegidas — nas ruas, nas escolas, nas kombis, e até dentro de casa. Que o ECA seja mais que um papel morto; que ele preserve a infância e a dignidade de quem ainda tem o futuro pela frente.


ree

E se você, Papai Noel, não quiser ouvir, não tem problema. Em 2024, meu Natal será revolucionário:


MEU PAPAI NOEL É REVOLUCIONÁRIO / BOTA FOGO NA PISTA / E DISTRIBUI PRESENTES PARA OS CRIAS!

Fé que o futuro pode ser menos injusto.


 
 
 


ree

2ZDinizz, diretamente de Niterói, chega pesado com “Patrono”, seu novo álbum. Aqui, ele apresenta a figura do Patrono: aquele cara que comanda o bairro com sabedoria, respeito e um carisma que cativa, sem romantizar.


O Patrono é o tiozão guia, a referência que substitui a ausência do pai, aquele que ensina a manter a postura e fugir das armadilhas da vida.É um brinde à malandragem no seu melhor estilo: samba, amor, revolta e muita reflexão.


O álbum transborda autenticidade, com produção caprichada e atenção a cada detalhe. Em um mar de trabalhos genéricos, 2ZDinizz entrega algo que dá para sentir que foi feito com o coração e muito suor.



Malandro também sente


O som é puro sentimento. O malandro aqui não é só o que ri e samba; ele também chora, ama e, quando necessário, cobra o que é justo. O álbum é sentimental sem ser meloso, divertido sem ser bobo e crítico sem ser militante. A construção das faixas é impecável: o flow, as letras, os arranjos, tudo encaixa direitinho. É gostosinho ouvir cada verso.


E as participações? Selecionados a dedos, tropa da HHR, e outros talentos! TOKIODK e L7NNON, parceiros de gravadora, chegam pesado. Poly Moreno e Camila Zasoul brilham nos vocais, e MAUI, cria de Duque de Caxias, rouba a cena em “Bandido Não, Malandro!”. O que ele faz nessa faixa é surreal.


ree

Uma jornada com começo, meio e muita alma


O álbum tem uma narrativa muito bem construída, com uma ambientação profunda nos interlúdios.


O Patrono vai se desconstruindo enquanto o protagonista desabafa.


Cada faixa é um capítulo dessa história, passando por “Poder”, “Amor”, “Confesso” e “Fim”. E aí chega “Coisas que Não Aprendi Contigo”, a música que te desmonta.



Essa faixa é um soco no estômago. Fala sobre uma geração que cresce sem saber quem é, em um cenário de abandono, violência e identidade roubada.


É sobre a falta de uma figura paterna, o peso do que não foi dito, e a busca para não repetir os mesmos erros. É sobre medo, amor, ódio, e o esforço de ser diferente em um sistema que parece feito pra te engolir.


ree

Muito mais que música


2ZDinizz entrega mais do que um álbum, ele entrega histórias que conversam com a gente. É aquele tipo de som que não dá pra ouvir sem sentir. Ele traz questionamentos que atravessam gerações e deixam a gente pensando: quem somos no meio de tudo isso?


“Patrono” é um presente para quem gosta de rap com alma, com verdade. É um daqueles trabalhos que você ouve e percebe o quanto a arte pode emocionar, questionar e conectar. Se ainda não ouviu, tá perdendo tempo. Aperta o play e deixa o Patrono te mostrar o jogo da vida.




Mini Bio

2ZDinizz é um rapper de Niterói, Rio de Janeiro, que iniciou sua carreira em 2012 como MC do grupo Card Principal, onde ainda atua. Apaixonado por samba e hip hop desde criança, ele começou a compor influenciado por nomes como Racionais MC's, Emicida, Kamau e Quinto Andar. Em 2020, lançou sua carreira solo e singles marcantes como “Compensa” (mais de 2 milhões de streams), “Pingos de Verão”, “Amor Vitálicio” e “Carioca”. Versátil, aborda desde temas sociais até o amor, acreditando no poder transformador de sua caneta.




 
 
 

Atualizado: 13 de dez. de 2024

Chega de deixar o talento das crias de lado. Menó Recomenda é o espaço para você conhecer sons que nascem da realidade, das lutas e da criatividade que só quem vive nas margens sabe traduzir.


Aqui você vai ouvir rap, samba, funk, trap e tudo o que conecta o Brasil marginal. Não importa se ainda não tem milhões de plays ou se nunca vai ter: o que importa é que cada som carrega histórias que merecem ser ouvidas.


A ideia é simples: quebrar a bolha, desafiar o algoritmo e dar palco pra quem faz muito com pouco.


Menó Recomenda é pra quem gosta de música, não de hype.





Afreekassia chega pesada com "Eu Amo Ser Negona", um rapzão produzido pela Mugshot que é puro fogo e exaltação à mulher negra. A música é um grito de orgulho, carregado de força e autenticidade, onde Afreekassia mostra que ser negona é uma questão de postura, atitude e muita confiança.


Com versos afiados, ela não deixa espaço para dúvidas: "Minha zona de conforto é sua zona de perigo" e "Querem que eu seja um pouco menos negona, mas eu amo ser negona" são só alguns dos trechos que fazem dessa faixa um verdadeiro hino de resistência. É sobre se afirmar sem pedir permissão, celebrar quem você é e deixar claro que ninguém segura uma negona com atitude.


A produção da Mugshot encaixa perfeitamente no clima, trazendo um beat pesado e envolvente que dá ainda mais força à mensagem. O clipe oficial complementa a vibe, com Afreekassia dominando a tela com seu porte e presença. Cada cena é um show de estilo e poder, traduzindo visualmente a energia da música.





Poucos sons envolvem o ouvinte tão profundamente quanto aqueles que vêm da alma, do íntimo. Sons carregados de questionamentos que transcendem o individualismo, mesmo quando nascem de memórias pessoais. São sentimentos que se expandem, conectando-se a nós e aos nossos semelhantes. Há tanto que nos é negado — pela cor, pelo CEP, pela classe social. Pelo abandono, pela história apagada, pelas memórias arrancadas. Sem pai, com uma mãe que se multiplica em três, crescemos cercados por reflexões profundas e respostas escassas.


Em uma conversa íntima, ele reflete sobre a violência doméstica. Sobre a dor de não ter uma figura paterna presente, sobre o peso de não ter essa referência masculina ao lado. A dúvida constante, o medo de perder, o receio de ser traído, o desejo de ser um pai melhor, mesmo em meio a exemplos negativos. A busca por ser um modelo, por romper o ciclo. Poucos artistas conseguem traduzir tamanha complexidade em tão poucas linhas. Uma música que equivale a um capítulo de livro. Ouça.


2ZDiniz explora uma identidade que precisou ser reconstruída a partir de retalhos. Seu som é mais do que música: é uma aula, um convite ao sentimento coletivo em um país onde a perda de identidade e memória foi um projeto político. Com produção de Pedro Apoema, essa faixa reflete a profundidade e a complexidade do novo álbum de Diniz, que celebra um 2024 repleto de lutas e conquistas.





Quase um Belchior contemporâneo, um "sujeito de sorte" latino-americano moldado pela maior cidade da América Latina, LPT Zlatan é a síntese da força e da complexidade de quem transforma vivências em arte. A alcunha, carregando o peso e a ousadia de Zlatan Ibrahimović, reflete o espírito combativo de um artista que transita com maestria por diversas referências. Sob a produção de Wall Hein, Zlatan reinventa a narrativa de luta e sobrevivência, trocando o violão pelo beat, mas mantendo intactas as ambições de ficar vivo, enriquecer e escapar dos vermes que assombram as ruas e os sistemas.


O tempo passa, mas a cena permanece: a desigualdade, a resistência e o desejo de mudança. Zlatan canta o refrão da faixa que leva o mesmo nome e passeia pelo instrumental rock and roll com profundidade. Em suas linhas, ele narra a batalha cotidiana, equilibrando sonhos e dificuldades, mantendo viva a resiliência que só a quebrada pode ensinar. É uma trilha sonora de luta e ascensão, onde cada batida reforça o espírito de quem transforma as mazelas da vida em combustível para seguir adiante.


Com um pé no passado e outro no futuro, Zlatan é mais do que um artista: é um cronista da experiência urbana, um contador de histórias de quem vive e resiste. Sua música celebra não apenas as conquistas individuais, mas a força coletiva de uma comunidade que, mesmo sob as piores condições, se reinventa a cada dia. Nas entrelinhas de cada verso, está o grito de quem luta por mais — mais vida, mais dignidade, mais arte. Uma obra que mistura som e narrativa em uma explosão de identidade.





Apenas histórias que se entrelaçam com as nossas, de pessoas muito próximas, descartadas por um estado covarde. Violência-espetáculo, violência tão familiar, que persegue nossas narrativas com precisão e constância. Na potência das vozes de Sant, AçúK e Borges, vemos que essas histórias têm fundamento: refletem uma geração que conviveu intimamente com a violência, uma relação moldada por excessos e por um ódio profundamente enraizado, mas mal administrado. É difícil exigir inteligência emocional de quem foi moldado pela ignorância — uma ignorância não intencional, mas institucional, que deixa cicatrizes profundas e mazelas incontáveis.


Parabéns ao Sant, que construiu um álbum que é ao mesmo tempo, profundamente contemporâneo e respeitoso com o passado. “Convicto” (2024) exalta a memória de um povo que, como insisto em denunciar em cada postagem, sofre de uma falta de memória imposta por séculos de genocídio e apagamento. Ouça. Reflita. Sinta. É uma obra que não apenas denuncia, mas também celebra a resistência e a capacidade de reescrever a própria história.


Nada é simples; tudo reflete a complexidade da estrutura que nos cerca. Até mesmo a paixão por um time pode se transformar em uma história de violência, carregada de fanatismo, sadismo e ecos de genocídio. Um estado que desumaniza aqueles à margem, colocando-se como algoz de seu próprio povo. Sant traduz essa realidade com um olhar incisivo, nos lembrando que a luta por memória e justiça é também uma luta por humanidade.





Não acredite no título da música: Afrodite não tem nada para se desculpar com o Veigh. Pelo contrário, ele é quem deveria agradecer pela menção em uma obra que escancara o talento e a força dessa mina que vem tomando seu lugar de direito: o topo. No beat porradeiro, ela só se aquece, soltando verdades e reafirmando sua posição em uma cena que ainda reluta em reconhecer a qualidade e a potência das mulheres.


Direto da Baixada Fluminense, Afrodite transforma o instrumental em território pessoal, rimando com uma precisão que faz parecer fácil — mas só para quem tem o domínio que ela tem. Cada verso é uma resposta a uma indústria masculina e saturada, um recado para aqueles que duvidam da força feminina na cultura. Recentemente, ela também brilhou no Nova Cena, o primeiro reality musical brasileiro da Netflix, onde deixou sua marca com a mesma autenticidade e confiança que coloca em suas letras.


Afrodite não só entra no jogo, ela redefine as regras. Seu som não é apenas música, é uma declaração de resistência e empoderamento. Em um cenário onde o talento feminino é constantemente subestimado, ela surge como uma força que não só exige espaço, mas o ocupa com autoridade. Seja no beat pesado, no palco ou nas telas, ela reafirma o que todos já deveriam saber: o topo não é aspiração, é território conquistado. Afrodite está aqui, e o microfone está onde sempre deveria estar — nas mãos dela.





Esse som do Raro é uma oração. Uma oração para todos nós que conhecemos a pressão de acreditar que somos o problema, a causa das brigas, a praga, o marginal. Uma casa onde as pressões do capital, da violência, da frustração e da dor da falta roubam a paz, nos faz sentir culpados, como se estivéssemos predestinados ao caminho errado — mesmo sabendo, no fundo, que a realidade nos mostra o contrário. Será que conseguimos enxergar nosso potencial antes de ceder à tentação do “mais fácil”?


Aspas, porque não acredito que o caminho mais fácil esteja na pista ou no tráfico, com a arma na mão e uma graninha por semana, que só pode ser gasta na favela, sob o risco de ser pego. Você é fruto de seres com imenso potencial, esmagados e subjugados, mas que, ainda assim, tiveram que ser duas vezes melhores, enfrentando barreiras que existiam antes mesmo de nascer. Raro transforma isso em oração, em busca de bênção. Dadin é cada um de nós: crias, favelados, pretos ou não, que carregam o peso de estar à margem, alvos constantes. Corre, Dadin, vence, se proteja!


Somos um povo bastardo, com o mesmo retrato trágico como referência — no jornal, no livro, na vida. Abramos os olhos: vivemos em um ciclo de violência, mas resistimos. Ser Dadin é isso: lutar, ousar, e persistir. É o que vejo. É o que sinto. E tudo isso foi traduzido em um clipe que é uma verdadeira obra de arte, feito por gente talentosa que colocou a alma no trabalho. Parabéns a @_flashprince, @vieira_jg, @lag0nna, @gabrielvitiello, @marinamaux, @emanuelsant e tantos outros que transformaram essa oração em milagre.





A cantora e compositora fluminense Lettié, diretamente de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, volta aos holofotes com "Manda e Desmanda", uma faixa que carrega as marcas de sua autenticidade. Fruto de dúvidas, cansaço e de um reencontro pessoal, a música é mais uma prova da profundidade artística de Lettié, que, desde o lançamento de seu primeiro EP, Veneno, em 2022, vem consolidando uma artista de sensibilidade e força.


A faixa tem um time de peso na ficha técnica: além de Lettié, Enzo Dicarlo e Ivan Lima assinam a composição e produção, com arranjos finíssimos que contam ainda com a mão de Gabriela Barbosa. Quem ouviu o EP Veneno de 2022 sabe do que ela é capaz. Foi lá que ela mergulhou na música brasileira, misturou com pop e entregou cinco faixas autorais que falam de amor, perda e, principalmente, do que é ser mulher.


Com "Manda e Desmanda", Lettié nos convida a uma nova etapa dessa jornada. Uma música que, em suas palavras, nasce do reencontro no caminho e promete continuar o legado de conexões e emoções autênticas que ela vem construindo. Se Veneno foi um mergulho, "Manda e Desmanda" é a continuidade dessa imersão.




Direto da Baixada Fluminense, Jxão e Sabat entregam em “Copão de 700” um funktrap que é a cara do Rio de Janeiro: ostentação, batidão e aquele clima de baile que faz qualquer um querer descer até o chão. É som pra rebolar sem compromisso, encher o copo de vodka com energético e ficar tranquilão, enquanto o beat estoura e o grave fala mais alto.


Com rimas cheias de atitude, Jxão e Sabat trazem o melhor da vibe carioca, misturando o ritmo da favela com a energia das ruas. “Copão de 700” não é só sobre curtição — é sobre ostentar no estilo, botar pra quebrar e viver o momento. Aquele som que te faz querer subir o morro pro baile e, quem sabe, terminar a noite em casa, bailando do jeito que só o funk sabe proporcionar.


Dá o play no clipe oficial e sente a energia. É funktrap puro, direto da Baixada pra pista. E se o copo estiver vazio? Não tem problema, só enche de novo e deixa o som fazer o resto! Ah, e pra quem curtiu, “Copão de 700” faz parte do EP Além do que se vê, lançado neste ano. Corre lá nas plataformas digitais e aproveite o som!




Lis MC traz um som que é um verdadeiro manifesto em "Saldo Líquido", faixa que se destaca no álbum Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Com produção de Sono TWS, a música é uma síntese do corre underground: lírica afiada, batida suja e uma mensagem poderosa que vai além do óbvio. É o grito de quem busca melhoria, sabendo que o jogo é duro, mas sem abrir mão de sua essência.


"Saldo Líquido" não é só sobre rimas e beats — é sobre a luta constante por espaço, sobre mostrar que a arte underground também tem qualidade e profundidade. Lis MC entrega tudo com uma sagacidade que faz cada verso bater diferente, com linhas que carregam vivência e força.


Além de tudo, a produção de Sono TWS complementa a energia da faixa com um boombap visceral, trazendo aquela atmosfera crua e direta que combina perfeitamente com a mensagem de Lis. Não é só um som pra ouvir; é um som pra sentir.


Se "Saldo Líquido" é uma prévia do que Lis MC ainda vai alcançar, já dá pra dizer que o futuro é promissor. Ouça, deixe o beat te levar e absorva cada linha — porque esse trampo merece toda sua atenção.




“HOV 97’” é mais do que uma música — é uma reafirmação. Produzido por Kashinthesujo. Diretamente de Madureira, o selo CRIS. traz para o som a força de sua origem e a missão de conectar cultura preta, criatividade e vivências periféricas. O nome, uma homenagem à boemia da Zona Norte carioca, agora transcende o conceito de selo musical e se posiciona como uma plataforma de suporte cultural, celebrando o underground como a base do mainstream.


Com ieti, Pedro Saci e Raro, “HOV 97’” é uma faixa que carrega o peso do corre e a verdade das ruas. Cada verso é uma declaração: de onde vieram, para onde vão e como o selo CRIS. é a ponte que conecta o clássico ao novo. É sobre reafirmar que o olhar periférico tem força para moldar e reinventar a cultura, como sempre fez.


E o futuro? Já está no radar: o selo promete uma mixtape para o próximo ano, consolidando sua missão de apresentar ao público o que ainda não encontrou os holofotes da grande mídia. CRIS. é o farol que ilumina os artistas emergentes, o espaço que celebra o novo e que faz do som um manifesto vivo. “HOV 97’” é só o começo. Dá o play e sinta o impacto.


 
 
 
logo.png
  • Branca Ícone Instagram
  • Branco Facebook Ícone
  • Branco Twitter Ícone
  • Branca ícone do YouTube

Todos os Direitos Reservados | Revista Menó | ISSN 2764-5649 

bottom of page